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28.5.03

"Ter ou não ter namorado"

Quem não tem namorado é...
Ter ou não ter namorado
Quem não tem namorado é alguém
que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difífil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhança, de pele, saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabira, flerte, caso, transa,
envolvimento e até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem
se quer proteger e quando se chega
ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser
parruda ou bandoleira,
basta um olhar de compreensão ou aflição.
Quem não tem namorado não é
quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes,
dois paqueras, um envolvimento, dois amantes
ou um esposo, mesmo assim pode não ter
nenhum namorado.
Não tem namorado,
quem não sabe o gosto da chuva,
do cinema sessão das duas,
do sanduíche da padaria,
não sente medo do pai,
não sabe driblar o trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade
de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem
faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade,
ainda que rápida,
escondida, fugida ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor
às mãos dadas,
ao carinho escondido na hora
que passa o filme,
à flor catada no muro
e entregue de repente,
à poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes
ou Chico Buarque
lida bem devagar,
à gargalhada quando fala junto
ou descobre uma meia rasgada,
à ânsia enorme de viajar juntos
para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou
foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir,
fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de
falar do próprio amor,
nem de ficar horas e horas olhando
o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não
redescobre a criança
em si e no amado e vai com ela a parques,
fliperamas, brisa d¿água,
show do Milton Nascimento,
bosques enluarados,
ruas de sonhos ou musicais da Metro.
Não tem namorado quem
não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros,
quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato
de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar;
quem gosta sem curtir ;
quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu
o gosto de ser lembrado de repente
no fim de semana, na madrugada
ou no meio-dia do dia de sol
em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem não vive
cheio de obrigações,
quem faz sexo sem esperar
o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão
com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não
descobriu que o amor é alegre
e você vive pesando
200 Kg de grilos e de medos;
ponha a saia mais leve,
aquela de chita e
passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras
e escove a alma
com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesma e
descubra o próprio jardim.
Acorde com o gosto de caqui e
sorria lírios para quem
passe debaixo da sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos
e beba licor de contos de fadas.
Ande como se o chão estivesse
repleto de sons de flautas
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é
porque não enlouqueceu aquele
pouquinho necessário para fazer a vida parar
e,de repente, parecer que faz sentido.

(Arthur da Távola)

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24.5.03

Romântica, você vive em um belo conto de fadas no qual você é a princesa esperando pelo seu príncipe encantado (se já não o encontrou).
uixxxx
=X

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23.5.03

Sabe aqueles momentos que você se sente completamente só, aqueles que você sente medo, mas os unicos que consegue pensar na sua vida, é nesses momentos que choro e sinto saudades. queria poder lutar contra isso tudo mas não consigo!

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21.5.03


"NÃO ME PERCA"

Não me perca de vista,
não deixe que eu desapareça de sua vida,
antes de precisar de mim...
não deixe que eu vá embora,
sem antes saber quem sou,
e quais os meus sonhos,
talvez sejam os mesmos sonhos seus,
quem sabe...
Não me perca de vista nunca,
mesmo que não esteja interessada agora,
pode ser que um dia,
tenha saudades de mim,
Não me deixe seguir sozinho esta estrada,
sem antes saber se gostaria de ir também,
sem antes descobrir que é exatamente
o caminho que sempre procurou...

Não me perca,
talvez só eu possa ser pra você,
a esperada chegada,
o tão sonhado caso de amor,
a linda e infinita história
e a realidade mais sublime de se viver...
Mas não me perca,
deixe eu ficar e esperar por você,
esperar que você me chame,
que você precise de minha companhia
que você tenha por mim todo seu carinho,
que você de repente descubra
que está me amando,
e que me agradeça
por ter ficado ao seu lado,
e ter esperado...

Não me perca,
Nunca...

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"NÃO ME PERCA"

Não me perca de vista,
não deixe que eu desapareça de sua vida,
antes de precisar de mim...
não deixe que eu vá embora,
sem antes saber quem sou,
e quais os meus sonhos,
talvez sejam os mesmos sonhos seus,
quem sabe...
Não me perca de vista nunca,
mesmo que não esteja interessada agora,
pode ser que um dia,
tenha saudades de mim,
Não me deixe seguir sozinho esta estrada,
sem antes saber se gostaria de ir também,
sem antes descobrir que é exatamente
o caminho que sempre procurou...

Não me perca,
talvez só eu possa ser pra você,
a esperada chegada,
o tão sonhado caso de amor,
a linda e infinita história
e a realidade mais sublime de se viver...
Mas não me perca,
deixe eu ficar e esperar por você,
esperar que você me chame,
que você precise de minha companhia
que você tenha por mim todo seu carinho,
que você de repente descubra
que está me amando,
e que me agradeça
por ter ficado ao seu lado,
e ter esperado...

Não me perca,
Nunca...

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18.5.03

Carpe diem

Confias no incerto amanhã?
Entregas às sombras do acaso a resposta inadiável?
Aceitas que a diurna inquietação da alma
substitua o riso claro de um corpo
que te exige o prazer? Fogem-te, por entre os dedos,
os instantes; e nos lábios dessa que amaste
morre um fim de frase, deixando a dúvida
definitiva. Um nome inútil persegue a tua memória,
para que o roubes ao sono dos sentidos.
Porém, nenhum rosto lhe dá a forma que desejarias;
e abraças a própria figura do vazio.
Então,por que esperas para sair ao encontro da vida,
do sopro quente da primavera, das margens
visíveis do humano? "Não", dizes, "nada me obrigará
à renúncia de mim próprio --- nem esse olhar
que me oferece o leito profundo da sua imagem!"
Louco, ignora que o destino, por vezes,
se confunde com a brevidade do verso.

Nuno Júdice

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O Homem e a Mulher

O Homem é a mais elevada das criaturas...
A Mulher é o mais sublime dos ideais...

Deus fez para o Homem um trono, para a Mulher um altar....
O trono exalta, o altar santifica...

O Homem é o cérebro, a Mulher, o coração...
O cérebro produz a luz, o coração, amor...
A luz fecunda, o amor ressuscita...

O Homem é o génio, a Mulher é o anjo...
O génio é imensurável, o anjo indefinível...

A aspiração do Homem é suprema glória,
a aspiração da Mulher, a virtude suprema...
A glória traduz grandeza, a virtude traduz divindade...

O Homem tem a supremacia,
a Mulher, a preferência...
A supremacia representa a força,
a preferência representa o direito...

O Homem é forte pela razão,
a mulher é invencível pela lágrima...
A razão convence, a lágrima comove...

O Homem é capaz de todos os heroísmos,
a Mulher, de todos os martírios...
O heroísmo enobrece, o martírio sublima...

O Homem é o código, a Mulher, o evangelho...
O código corrige, o evangelho aperfeiçoa!...

O Homem é o templo, a Mulher, um sacrário...
Ante o templo, nós descobrimos,
ante o sacrário, ajoelhamo-nos...

O Homem pensa, a Mulher sonha...
Pensar é ter cérebro; sonhar, é ter na frente uma auréola...

O Homem é um oceano, a mulher, um lago...
O oceano tem a pérola que o embeleza,
o lago tem a poesia que o deslumbra...

O Homem é a águia que voa,
a Mulher, o rouxinol que canta...
Voar é dominar o espaço,
cantar é conquistar a alma...

O Homem tem um farol, a experiência,
a Mulher tem uma estrela, a esperança...
O farol guia, a esperança salva...

Enfim, o Homem está colocado onde termina a Terra,
a Mulher, onde começa o Céu!...

Victor Hugo

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O Auto-Retrato


No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

Mário Quintana

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Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana

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Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa

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Não venhas sentar-te à minha frente, nem a meu lado;
Não venhas falar, nem sorrir.
Estou cansado de tudo, estou cansado,
Quero só dormir.
Dormir até acordado, sonhando
Ou até sem sonhar,
Mas envolto num vago abandono brando
A não ter que pensar.

Nunca soube querer, nunca soube sentir, até
Pensar não foi certo em mim.
Deitei fora entre urtigas o que era a minha fé,
Escrevi numa página em branco, "Fim".

As princesas incógnitas ficaram desconhecidas,
Os tronos prometidos não tiveram carpinteiro.
Acumulei em mim um milhão difuso de vidas,
Mas nunca encontrei parceiro.

Por isso, se vieres, não te sentes a meu lado, nem fales.
Só quero dormir, uma morte que seja
Uma coisa que me não rale nem com que tu te rales -
Que ninguém deseja nem não deseja.

Pus o meu Deus no prego. Embrulhei em papel pardo
As esperanças e ambições que tive,
E hoje sou apenas um suicídio tardo,
Um desejo de dormir que ainda vive.

Mas dormir a valer, sem dignificação nenhuma,
Como um barco abandonado,
Que naufraga sozinho entre as trevas e a bruma
Sem se lhe saber o passado.

E o comandante do navio que segue deveras
Entrevê na distância do mar
fim do último representante das galeras,
Que não sabia nadar.

Fernando Pessoa

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Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva ¿
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão ¿
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.

Fernando Pessoa

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Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente.
Que chega a fingir que é dor.
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

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Flor

Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor!
Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se
no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas.
Umas numa direcção,outras noutras; umas mais
carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis,
outras mais custosas. A criança quis tanta força em
certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do
lápis já era demais.Depois uma criança vem
mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não achamparecidas estas linhas
com as de uma flor!Contudo, a palavra flor andou
por dentro da criança, da cabeçapara o coração e
do coração para a cabeça, à procura das linhas
com que se faz uma flor, e a criança pôs no
papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as
tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são
aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
Almada de Negreiros

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Garganta
Minha garganta estranha quando não te vejo
Me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar

Venho madrugada perturbar teu sono
Como um cão sem dono me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar

Sei que não sou santa, vezes vou na cara dura,
Vezes ajo com candura pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar

Vim parar nessa cidade por força da circunstância
Sou assim desde criança, me criei meio sem lar

Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar

Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar

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Excertos do "Livro do Desassossego"
de Fernando Pessoa

"Querer compreender o Universo é ser menos que
homem,porque ser homem é saber que se não
compreende. Trazem-me a fé como um embrulho
fechadonuma salva alheia. Querem que o aceite,
mas que não o abra. Trazem-me a ciência, como
uma faca num prato, com que abrirei as folhas de
um livro depáginas brancas. Trazem-me a dúvida,
como pó dentro de uma caixa; mas para que me
trazem a caixa se ela não tem senão pó"

***
"Mesmo eu, que sonho tanto, tenho intervalos em
que o sonho me foge.Então as coisas aparecem-me
nítidas. Esvai-se a névoa de que me cerco.E todas
as arestas visíveis ferem a carne da minha alma.
Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por
a alma dentro. A minha vida é como se me
batessem com ela"

***

"O homem não deve poder ver a sua própria cara.
Isso é o que há de mais terrível.
A Natureza deu-lhe o dom de não a poder ver,
assim como de não poder fitar os seus próprios olhos.
Só na água dos rios e dos lagos ele podia fitar seu rosto.
E a postura, mesmo, que tinha de tomar, era simbólica.
Tinha de se curvar, de se baixar para cometer a ignomínia de se ver.
O criador do espelho envenenou a alma humana."

***

"Nunca pretendi ser senão um sonhador.
A quem me falou de viver nunca prestei atenção.
Pertenci sempre ao que não está onde estou e ao que nunca pude ser.
Tudo o que não é meu, por baixo que seja, teve sempre poesia para mim.
Nunca amei senão coisa nenhuma.
Nunca desejei senão o que nem podia imaginar.
À vida nunca pedi senão que passasse por mim sem que eu a sentisse.
Do amor apenas exigi que nunca deixasse de ser um sonho longínquo.
Nas minhas próprias paisagens interiores,
irreais todas elas, foi sempre o longínquo que me atraiu,
e os aquedutos que se esfumavam
¿ quase na distância das minhas paisagens sonhadas,
tinham uma doçura de sonho em relação
às outras partes da paisagem - uma doçura que fazia com que eu as pudesse amar."

***


"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram! O que eu sinto quando penso no passado que tive no tempo real, quando choro sobre o cadáver da vida da minha infância ida,... isso mesmo
não atinge o fervor doloroso e trémulo com que choro sobre não serem reais as figuras humildes dos meus sonhos, as próprias figuras secundárias que me recordo de ter visto uma só vez, por acaso, na minha pseudovida, ao virar uma esquina da minha visionação, ao passar por um portão numa rua que subi e percorri por esse sonho fora."

***

"Pedi tão pouco à vida e esse mesmo pouco a vida me negou. Uma réstia de parte do sol, um campo, um bocado de sossego com um bocado de pão, não me pesar muito o conhecer que existo, e não exigir nada dos outros nem exigirem eles nada de mim. Isto mesmo me foi negado, como quem nega a esmola não por falta de boa alma, mas para não ter que desabotoar o casaco.

Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior. Sinto na minha pessoa uma força religiosa, uma espécie de oração, uma semelhança de clamor. Mas a reacção contra mim desce-me da inteligência... Vejo-me no quarto andar alto da Rua dos Douradores, assisto-me com sono; olho, sobre o papel meio escrito, a vida vã sem beleza e o cigarro barato que a expender estendo sobre o mata-borrão velho. Aqui eu, neste quarto andar, a interpelar a vida!, a dizer o que as almas sentem!, a fazer prosa como os génios e os célebres! Aqui, eu, assim!..."

***


"Só uma vez fui verdadeiramente amado. Simpatias, tive-as sempre, e de todos. Nem ao mais casual tem sido fácil ser grosseiro, ou ser brusco, ou ser até frio para comigo. Algumas simpatias tive que, com auxílio meu, poderia ¿ pelo menos talvez ¿ ter convertido em amor ou afecto. Nunca tive paciência ou atenção do espírito para sequer desejar empregar esse esforço.

A princípio de observar isto em mim, julguei ¿ tanto 'nos desconhecemos ¿ que havia neste caso da minha alma uma razão de timidez. Mas depois descobri que não havia; havia um tédio das emoções, diferente do tédio da vida, uma impaciência de me ligar a qualquer sentimento contínuo, sobretudo quando houvesse de se lhe atrelar um esforço prosseguido. Para quê? pensava em mim o que não pensa. Tenho a subtileza bastante, o tacto psicológico suficiente para saber o «como»; o «como do como» sempre me escapou. A minha fraqueza de vontade começou sempre por ser uma fraqueza da vontade de ter vontade. Assim me sucedeu nas emoções como me sucede na inteligência, e na vontade mesma, e em tudo quanto é vida.

Mas daquela vez em que uma malícia da oportunidade me fez julgar que amava, e verificar deveras que era amado, fiquei, primeiro, estonteado e confuso, como se me saíra uma sorte grande em moeda inconvertível. Fiquei, depois, porque ninguém é humano sem o ser, levemente envaidecido; esta emoção, porém, que pareceria a mais natural, passou rapidamente. Sucedeu-se um sentimento difícil de definir, mas em que se salientavam incomodamente as sensações de tédio, de humilhação e de fadiga.

De tédio, como se o Destino me houvesse imposto uma tarefa em serões desconhecidos. De tédio, como se um novo dever ¿ o de uma horrorosa reciprocidade ¿ me fosse dado com a ironia de um privilégio, que eu me teria ainda que maçar, agradecendo-o ao Destino. De tédio, como se me não bastasse a monotonia inconsistente da vida, para agora se lhe sobrepor a monotonia obrigatória de um sentimento definido.

E de humilhação, sim, de humilhação. Tardei em perceber a que vinha um sentimento aparentemente tão pouco justificado pela sua causa. O amor a ser amado deveria ter-me aparecido. Deveria ter-me envaidecido de alguém reparar atentamente para a minha existência como ser-amável. Mas, à parte o breve momento de real envaidecimento, em que todavia não sei se o pasmo teve mais parte que a própria vaidade, a humilhação foi a sensação que recebi de mim. Senti que me era dada uma espécie de prémio destinado a outrem ¿ prémio, sim, de valia para quem naturalmente o merecesse.

Mas fadiga, sobretudo fadiga ¿ a fadiga que passa o tédio. Compreendi então uma frase de Chateaubriand que sempre me enganara por falta de experiência de mim mesmo. Diz Chateaubriand, figurando-se em Renê, «amarem-o cansava-o» ¿ on le fatigait en Paimant. Conheci, com pasmo, que isto representava uma experiencia idêntica à minha, e cuja verdade portanto eu não tinha o direito de negar.

A fadiga de ser amado, de ser amado deveras! A fadiga de sermos o objecto do fardo das emoções alheias! Converter quem quisera ver-se livre, sempre livre, no moço de fretes da responsabilidade de corresponder, da decência de se não afastar, para que se não suponha que se é príncipe nas emoções e se renega o máximo que uma alma humana pode dar. A fadiga [de] se nos tornar a existência uma coisa dependente em absoluto de uma relação com um sentimento de outrem! A fadiga de, em todo o caso, ter forçosamente que sentir, ter forçosamente, ainda que sem reciprocidade, que amar um pouco também!

Passou de mim, como até mim veio, esse episódio na sombra. Hoje não resta dele nada, nem na minha inteligência, nem na minha emoção. Não me trouxe experiência alguma que eu não pudesse ter deduzido das leis da vida humana cujo conhecimento instintivo albergo em mim porque sou humano. Não me deu nem prazer que eu recorde com tristeza, ou pesar que eu lembre com tristeza também. Tenho a impressão de que foi uma coisa que li algures, um incidente sucedido a outrem, novela de que li metade, e de que a outra metade faltou, sem que me importasse que faltasse, pois até onde a li estava certa, e, embora não tivesse sentido, tal era já que lhe não poderia dar sentido a parte faltante, qualquer que fosse o seu enredo.

Resta-me apenas uma gratidão a quem me amou. Mas e uma gratidão abstracta, pasmada, mais da inteligência do que de qualquer emoção. Tenho pena que alguém tivesse tido pena por minha causa; é disso que tenho pena, e não tenho pena de mais nada.

Não é natural que a vida me traga outro encontro com as emoções naturais. Quase desejo que apareça para ver como sinto dessa segunda vez, depois de ter atravessado toda uma extensa análise da primeira experiência. É possível que sinta menos; é também possível que sinta mais. Se o Destino o der, que o dê. Sobre as emoções tenho curiosidade. Sobre os factos, quaisquer que venham a ser, não tenho curiosidade alguma. "

***

"Tudo se me evapora. A minha vida inteira, as minhas recordações, a minha imaginação e o que contém, a minha personalidade, tudo se me evapora. Continuamente sinto que fui outro, que senti outro, que pensei outro. Aquilo a que assisto é um espectáculo com outro cenário. E aquilo a que assisto sou eu.

Encontro às vezes, na confusão vulgar das minhas gavetas literárias, papéis escritos por mim há dez anos, há quinze anos, há mais anos talvez. E muitos deles me parecem de um estranho; desreconheço-me neles. Houve quem os escrevesse, e fui eu. Senti-os eu, mas foi como em outra vida, de que houvesse agora despertado como de um sono alheio.

É frequente eu encontrar coisas escritas por mim quando ainda muito jovem - trechos dos dezassete anos, trechos dos vinte anos. E alguns têm um poder de expressão que me não lembro de poder ter tido nessa altura da vida. Há em certas frases, em vários períodos, de coisas escritas a poucos passos da minha adolescência, que me parecem produto de tal qual sou agora, educado por anos e por coisas. Reconheço que sou o mesmo que era. E, tendo sentido que estou hoje num progresso grande do que fui, pergunto onde está o progresso se então era o mesmo que hoje sou.

Há nisto um mistério que me desvirtua e me oprime.

Ainda há dias sofri uma impressão espantosa com um breve escerto do meu passado. Lembro-me perfeitamente de que o meu escrúpulo, pelo menos relativo, pela linguagem data de há poucos anos. Encontrei numa gaveta um escrito meu, muito mais antigo, em que esse mesmo escrúpulo estava fortemente acentuado. Não me compreendi no passado positivamente. Como avancei para o que já era? Como me conheci hoje o que me desconheci ontem? E tudo se me confunde num labirinto onde, comigo, me extravio de mim.

Devaneio com o pensamento, e estou certo que isto que escrevo já o escrevi. Recordo. E pergunto ao que em mim presume de ser se não haverá no platonismo das sensações outra anamnese mais inclinada, outra recordação de uma vida anterior que seja apenas desta vida...

Meu Deus, meu Deus, a quem assisto? Quantos sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?"

***

"A minha imagem, tal qual eu a via nos espelhos, anda sempre ao colo da minha alma. Eu não podia ser senão curvo e débil como sou, mesmo nos meus pensamentos.

Tudo em mim é de um príncipe de cromo colado no álbum velho de uma criancinha que morreu sempre há muito tempo.

Amar-me é ter pena de mim. Um dia, lá para o fim do futuro, alguém escreverá sobre mim um poema, e talvez só então eu comece a reinar no meu Reino.

Deus é o existirmos e isto não ser tudo."

***

"Tudo me cansa, mesmo o que me não cansa. A minha alegria é tão dolorosa como a minha dor.

Quem me dera ser uma criança pondo barcos de papel num tanque de quinta, com um dossel rústico de entrelaçamentos de parreira pondo xadrezes de luz e sombra verde nos reflexos sombrios da pouca água.

Entre mim e a vida há um vidro ténue. Por mais nitidamente que eu veja e compreenda a vida, eu não lhe posso tocar.

Raciocinar a minha tristeza? Para quê, se o raciocínio é um esforço? e quem é triste não pode esforçar-se.

Nem mesmo abdico daqueles gestos banais da vida de que eu tanto quereria abdicar. Abdicar é um esforço, e eu não possuo o de alma com que esforçar-me.

Quantas vezes me punge o não ser o manobrante daquele carro, o cocheiro daquele trem! qualquer banal Outro suposto cuja vida, por não ser minha, deliciosamente se me penetra de eu querê-la e se me penetra até de alheia!

Eu não teria o horror à vida como a uma Coisa. A noção da vida como um Todo não me esmagaria os ombros do pensamento.

Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda-chuva contra um raio.

Sou tão inerte, tão pobrezinho, tão falho de gestos e de actos.

Por mais que por mim me embrenhe, todos os atalhos do meu sonho vão dar a clareiras de angústia.

Mesmo eu, o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de que me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma. Todas as durezas olhadas me magoam o conhecê-las durezas. Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por a alma dentro.

A minha vida é como se me batessem com ela."

***

"Penso às vezes, com um deleite triste, que se um dia, num futuro a que eu já não pertença, estas frases, que escrevo, durarem com louvor, eu terei enfim a gente que me «compreenda», os meus, a família verdadeira para nela nascer e ser amado. Mas, longe de eu nela ir nascer, eu terei já morrido há muito. Serei compreendido só em éfígie, quando a afeição já não compense a quem morreu a só desafeição que houve, quando vivo.

Um dia talvez compreendam que cumpri, como nenhum outro, o meu dever-nato de intérprete de uma parte do nosso século; e, quando o compreendam, hão-de escrever que na minha época fui incompreendido, que infelizmente vivi entre desafeições e friezas, e que é pena que tal me acontecesse. E o que escrever isto será, na época em que o escrever, incompreendedor, como os que me cercam, do meu análogo daquele tempo futuro. Porque os homens só aprendem para uso dos seus bisavós, que já morreram. Só aos mortos sabemos ensinar as verdadeiras regras de viver."

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17.5.03

×:~:×:~:×:~:×:~:×
Há momentos na vida em que
sentimos tanto a falta de alguém,
Que o que mais queremos é tirar
esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser,
Vá para onde você queira ir,
Seja o que você quer ser,
Porque você possui apenas uma vida
E nela só temos uma chance
de fazer aquilo que queremos.
Nossos medos nunca devem nos
impedir de alcançar nossos sonhos.
×:~:×KaReN MaLuKiNHa×:~:×

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14.5.03

Se apaixonar pela pessoa certa e ser correspondido.
Rir a ponto de não agüentar mais.
Um banho quente num dia de muito frio.
Sem limites em um supermercado.
Aquela encarada de fazer tremer.
Receber e-mail de alguém que vc gosta e que não manda nunca.
Dirigir por um lindo caminho.
Escutar sua música favorita tocar no radio.
Deitar na cama e escutar a chuva cair.
Cheiro de terra molhada.
Pegar aquela chuva de verão e dar um beijo na chuva.
Tomar aquele banho e dormir na sua própria cama depois de acampar na Ilha Grande durante 4 dias.
Toalhas ainda quentes, recém passadas.
Descobrir que a blusa que você quer esta em promoção pela metade do preço.
Um milkshake de chocolate.
Uma ligação de alguém que esta distante.
Um banho de espuma.
Risadinhas.
Uma boa conversa.
A Praia.
Achar uma nota de R$50 no casaco do inverno passado.
Rir de você mesma =).
Ligações depois da meia-noite que duram horas.
Correr entre regadores.
Rir sem motivo nenhum.
Ter alguém para dizer o quanto você e linda.
Rir de algo que acabou de lembrar.
Amigos.
Acidentalmente ouvir alguém falando bem de você.
Acordar e descobrir que ainda pode dormir por mais algumas horas.
O primeiro beijo.
Fazer novos amigos ou gastar tempo com os velhos.
Brincar com o novo bichinho de estimação.
Ter alguém mexendo no seu cabelo.
Sonhar com coisas boas.
Realizar um sonho antigo.
Chocolate quente.
Viajar com os amigos.
Balançar naqueles balanços de parquinho.
Empacotar presentes debaixo da árvore de Natal enquanto come biscoito de chocolate.
Letras de musica no encarte do seu novo CD para poder cantar junto sem se sentir idiota.
Ir a um ótimo show.
Encarar um lindo desconhecido.
Vencer um jogo super disputado.
Fazer bolo de chocolate. E raspar a panela da calda.
Ganhar dos amigos biscoitos feitos em casa.
Gastar tempo com amigos chegados.
Ver sorrisos e risadas dos seus amigos.
Segurar na mão de alguém que você realmente gosta.
Encontrar um velho amigo e perceber que algumas coisas nunca mudam.
Ir nas melhores montanhas russas de novo e de novo.
Ver a expressão no rosto de alguém quando abre o seu tão esperado presente.
Olhar o nascer do sol.
Ver o por do sol do arpoador no verão.
Curtir a Lua e as Estrela num lindo lugar ao lado de quem se gosta.
Conseguir enxergar essas pequenas coisas boas da vida e saber dar muito valor a isso.
Ter sorte. em tudo... principalmente no amor...

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12.5.03

Nossa tem horas que lembro de quando eu tinha 12 anos, eu não era tão complicada e amava de um modo diferente!!
Não sei se eu era mais verdadeira só sei que mudei e estou tentando voltar ao que eu era!!

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Gente olha o Post anterior cheio de conhecidencias ~~> 11/05 as 1:11 h

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11.5.03

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10.5.03


More Than Words
(Mais do que palavras)
Extreme / Westlife


Saying I love you
Dizer "eu te amo"
Is not the words I want to hear from you
Não são as palavras que eu quero ouvir de você.
It's not that I want you not to say,
Não é que eu não queira que você diga,
But if you only knew
Mas se você apenas soubesse
How easy it would be to show me how you feel
Como seria fácil me mostrar como você se sente...
More than words is all you have to do
Mais do que palavras é tudo que você tem de fazer
to make it real
para tornar isso real.
Then you wouldn't have to say that you love me
Então você não teria de dizer que me ama,
'Cause I'd already know
Pois eu já saberia...

What would you do if my heart was torn in two?
O que você faria se meu coração fosse partido em dois?
More than words to show you feel
Mais do que palavras para mostrar que você sente
That your love for me is real
Que seu amor por mim é verdadeiro.
What would you say if I took those words away?
O que você diria se eu afastasse para longe aquelas palavras?
Then you couldn't make things new
Então você não poderia criar coisas novas
Just by saying I love you
Simplesmente dizendo "eu amo você".

More than words.....
Mais do que palavras...

Now I've tried to talk to you and make you understand
Agora que eu tentei conversar com você e te fazer entender,
All you have to do is close your eyes
Tudo que você tem a fazer é fechar seus olhos
And just reach out your hands and touch me
E apenas estender suas mãos e me tocar.
Hold me close don't ever let me go
Me abrece apertado, não me deixe partir jamais.
More than words
Mais do que palavras
is all I ever needed you to show
é tudo que eu sempre precisei que você mostrasse.
Then you wouldn't have to say that you love me
Então você não teria de dizer que me ama,
'Cause I'd already know
Pois eu já saberia...

What would you do if my heart was torn in two?
O que você faria se meu coração fosse partido em dois?
More than words to show you feel
Mais do que palavras para mostrar que você sente
That your love for me is real
Que seu amor por mim é verdadeiro.
What would you say if I took those words away?
O que você diria se eu afastasse para longe aquelas palavras?
Then you couldn't make things new
Então você não poderia criar coisas novas
Just by saying I love you
Simplesmente dizendo "eu amo você".

More than words.....
Mais do que palavras...

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Acho que todo aquele encanto acabou, novamente.
Droga ele Diz que não pode dar Certo mas fika de frescura com a outra q tb tem o mesmo problema que eu.
Hunfff, fala serio meo. Mesmo assim vou seguir amando ele até que conheça alguem que o substitua em meu coração, embora isso me pareça dificil.

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9.5.03

Droga pq sempre Gosto de quem não sente NADA por mim??
Tem horas que parece que ele tem medo, afinal é complicado mesmo.
E eu já passei por isso e sei bem como é. Mas pow tem romances que dão certo pq o meu não pode dar??
Tudo bem talvez eu nem ame ele mesmo, tem horas que acho que nunca amei ninguém mas sei que o cara que chegar em mim e me chamar de (não vou colocar aki né senaum vai ter uma pá me chamando assim), vai ser o meu amor, se ele também me amar. Mas tem que amar de uma forma verdadeira.

Mudando de assunto não gosto de escrever, não sei escrever bem e erro muito então se não gostou do meu blog ou do meu jeito de escrever cai fora agora e nem segue lendo bjão pros meu amigus!!!

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7.5.03

Eu estou taum triste naum sei se o carinha que eu gosto se ele gosta de mim, mas nem sei se eu realmente gosto dele só sei ue toh muito carente (e que isso vai acontecer no futuro já que eu estou editanto 8/9/03)

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Olha que coisa mais meiga essa foto!!
Isso me lembra inico da minha adolescência ay ay

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4.5.03

Olhem ki linda a mensagem que recebi no icq:
GURU (11:57 PM) :
oiiiiiii eu voltei i agora é pra sempri ti amu muitão mãezinha du coração =********
muito meiguinhu esse meu bebezinhu!!!
droga pena que naum sei quando ele mandou isso hunff vou começar a abrir mais meu icq!

Karen | flog | coments

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